DOR



Orientação do paciente e familiares sobre a dor

A dor é uma sensação desagradável que acontece em vários graus e severidade. As pessoas desenvolvem dor por muitas razões.

Dor por trauma ou lesão recente, após uma cirurgia, ou devido a doenças agudas é chamada de dor aguda. Em muitos casos, esta dor pode ser imediatamente tratada e geralmente pode ter uma melhora em curto espaço de tempo. 

Se a dor persistir após o processo de cicatrização ou após a cura da doença, a pessoa pode ter a chamada dor crônica. 

Outro tipo de dor crônica é dor decorrente de processos degenerativos como as osteoartroses, doenças crônicas como lombalgias, neuralgias pós-herpéticas e a dor do câncer. Ansiedade e depressão são reações emocionais comuns nesses casos e, ao mesmo tempo, podem aumentar a percepção e a expressão da dor.

O que acontece quando a dor não é tratada adequadamente?

A dor não controlada traz muito desconforto e perda da qualidade de vida para o paciente, pode interferir na disposição e na capacidade de realizar pequenas atividades. Pode interferir na respiração, no sono, no apetite e no convívio com os amigos e familiares.

O que é o tratamento/gerenciamento da dor?

Significa a avaliação e reavaliação da dor com intervenção terapêutica, até o alivio ou estabilização dos sintomas. É fundamental neste processo que o paciente informe com precisão a intensidade, a característica, os fatores de melhora e de piora, para que o tratamento seja o mais adequado possível.

Medicamentos para o manejo da dor

Devido aos rápidos avanços da medicina, uma grande variedade de medicamentos e tratamentos estão disponíveis para o tratamento da dor aguda, crônica e dor no paciente oncológico. 

Ao médico cabe decidir qual a melhor combinação de medicamentos e estabelecer junto com o paciente e familiares o que melhor se adeque as suas necessidades. O plano de tratamento adequado é adaptado as necessidades específicas de cada paciente, que não deve tomar medicações por conta própria sem consultar seu médico.

As medicações para dor são dadas por via oral sempre que possível. Caso necessário, podem ser administradas por via subcutânea, endovenosa ou transdérmica.

O médico, baseado na característica e intensidade da dor do paciente, vai escolher a medicação ou combinação de medicação na dose e intervalo adequados. Fazem parte deste grupo de medicações os anti-inflamatórios, os opioides fracos e fortes, os relaxantes musculares, os antidepressivos, os anticonvulsivantes e os neurolépticos.

Algumas vezes, o médico pode indicar a realização dos chamados “bloqueios” para auxiliar na dessensibilização do sistema nervoso central ou para determinar a dose de alguns medicamentos.

Existe tratamento não medicamentoso para a dor?

Sim, existe e pode ser utilizado junto com o tratamento medicamentoso. Este tipo de tratamento ajuda as medicações a agirem melhor e a aliviar outros sintomas. A família e outros profissionais de saúde, como enfermeiros, psicólogos e fisioterapeutas podem ajudar neste tipo de tratamento.

► Exercícios de respiração e relaxamento
► Massagem, pressão e vibração
► Musicoterapia
► Bolsas térmicas (quente e fria)
► Repouso/imobilização
► Acupuntura
► Estimulação elétrica transcutânea

Os efeitos colaterais dos medicamentos são importantes?

Toda medicação tem algum efeito colateral, mas nem todas as pessoas que fazem uso destas medicações apresentam algum sintoma. A maioria dos efeitos colaterais acontece nos primeiros dias de tratamento e logo desaparecem.

► Constipação: a maioria dos pacientes em uso de opioides vai apresentar constipação intestinal (prisão de ventre). O médico e o paciente devem estar atentos quanto ao funcionamento do intestino e à adequação da dieta e ao uso de laxativos. 

► Náuseas e vômitos: quando acontece, geralmente é apenas nos primeiros dias após o início da medicação. O paciente deve informar ao médico ou enfermeiro sobre qualquer náusea ou vômito, eles podem administrar medicações para cessar estes efeitos colaterais. 

► Sonolência: para muitos pacientes este efeito colateral geralmente desaparece dentro de três dias. O paciente deve informar ao seu médico ou enfermeiro se este for um problema muito desagradável. 

► Depressão respiratória (diminuição da respiração): é uma complicação incomum e pode acontecer quando o paciente use uma dose maior que a necessária para controlar sua dor. Caso isso aconteça, o médico reduz a dose ou interrompe a medicação por algum tempo. 

O importante é descrever sempre com precisão o nível de dor para que possa ser aliviada da forma mais rápida e segura. 

A Palliare dispõe de recursos modernos e profissionais especializados no tratamento da dor. 

Ao ser avaliado pelo médico, um plano de tratamento é proposto e o paciente é frequentemente reavaliado para garantir o efetivo controle da dor.

Como é medida a intensidade da dor?

Toda vez que um paciente se queixa de dor, é questionado sobre as características da dor e sua intensidade em uma escala de zero a dez, onde zero representa uma pessoa sem dor e dez a pior dor imaginável. O tratamento varia conforme o tipo e intensidade e é baseado na escada analgésica da Organização Mundial da Saúde.



Para cada nível de dor existe um tratamento na medida certa. É muito importante que o paciente forneça informações claras e honestas para que o tratamento seja adequado para sua dor.



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